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13 de outubro de 2006

Crise


Uma das maneiras mais eficientes que alguns médicos encontram para não pirarem com suas angústias é o “compartilhamento da choração de pitangas”.
E não é só por aqui, não.
Num dos meus blogs preferidos, o Medpundit, a sua titular, uma médica antenada que esconde sua cara, mas assina-se Sydney, expressa uma preocupação que é, na verdade, de todos nós, médicos e pacientes (Thoughts on My Profession):
Cita a médica a tendência atual da “medicina baseada em evidências” (a cartilha pela qual médicos devem basear suas condutas hoje em dia, pelo método cartesiano – porém nunca desprovido de interesses – da Ciência “pura e simples”) em recomendar o uso de várias medicações “de cara” para o melhor controle de males como a hipertensão, o diabete e a doença renal crônica.
A sua crítica é cortante: como se pode prever o que acontecerá nos organismos de diferentes pacientes com diferentes dosagens de tais medicamentos? Sem contar o fato - explica a moça - de que muitos pacientes apresentam as três condições (diabete que levou à hipertensão, que levou à doença renal, por exemplo).
Um de seus argumentos mais importantes é de que a medicina baseada em evidências mede somente resultados objetivos como os índices de hospitalização ou morte pelas doenças (deixando de levar em conta o mero fato de o paciente estar apenas “se sentindo bem” ou não com a “avalanche medicamentosa” proposta pelo seu médico).
(tão bão que eu tive que dar meu "pitaco"...)

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