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27 de setembro de 2016

Enigma?



Se você que está me lendo agora é mãe de um pequeno menino, deveria saber o que é esmegma.
Nada a ver com vulcão. Aquilo é magma.
Esmegma é um acúmulo de células mortas mais secreção sebácea presente na região do prepúcio (a pele que recobre a glande, a "cabeça" do pênis).
Pra que serve? Pra nada, ainda que se assuma que deveria ter função lubrificante dessa região.
O esmegma é fonte de alguma ansiedade (e motivo de consulta) quando os pais notam a secreção esbranquiçada ou amarelada que "escapa" da parte visível da glande nos meninos (ou algumas vezes forma pequenos cistos por baixo da pele próximo à junção do corpo peniano com a glande - que se dissolvem espontaneamente com o tempo). Essa secreção pode ter bactérias, normalmente pouco agressivas, mas que podem gerar irritação ou inflamação da região.
O que se faz com isso? A remoção do esmegma se dá apenas com a higiene local (água e sabonete, suficiente durante o banho, desde que esse seja com frequência diária) e é normalmente um indicador da higiene local. 
Há questionamentos de longa data se a presença do esmegma (e da irritação que provoca) pode ser um causador de câncer de pênis. O fato é que o câncer do pênis é quase invariavelmente relacionado à má higiene, o que pode ou não se somar a ação irritante do esmegma.
Meninas tem esmegma? Podem ter também, com quase a mesma frequência. Mas costuma ser mais visível, e associada com "sujeirinha" local (mais facilmente removível com higiene diária).

23 de setembro de 2016

Anos de Azar


A humanidade, ignara, está sempre reverenciando os ídolos errados.
Se o Neymar morresse hoje veríamos alguns milhões de brasileiros chorando pelas ruas, num cortejo que atrapalharia o trânsito por pelo menos dois dias. Não desejo nada de mal ao Neymar, mas ele é tão importante para uma população adulta quanto a Peppa Pig é para as crianças. E felizmente a Peppa Pig não morre, não atrapalha o trânsito.
Se incomoda a idolatria, incomoda mais o espelhamento que os jovens fazem nela. 

E aí sobra, num país como o nosso, a aspiração ao reino do futebol, à música do rebolado, ao estrelato ocasional, e não ao esforço recompensado "apenas" no saber-se útil, o que não rende selfies ao se sair às ruas.

20 de setembro de 2016

Nem Tudo O Que Reluz


O assunto "mascaramento" de infecções é um assunto muito pouco falado, mas que se reveste de uma importância maior em tempos de uso de antibiótico indiscriminado.
Um agravante recente é a carência de pediatras em serviços públicos e de emergência, o que leva a um uso ainda maior de antibióticos por causas erradas - ou pela própria ansiedade e cobrança familiar.
É aquela situação de toda hora: "Ah, é infecção de garganta (o mordomo da história das febres infantis), por isso está aqui o antibiótico...".
Salva muita gente por indicação errada. Gente que term alguma outra infecção iniciando e, pelo uso do antimicrobiano, melhora.
Mas também (muito mais raramente, mas não por isso menos importante) pode induzir a um subtratamento de alguma infecção incipiente mais grave (como uma meningite ou pneumonia em fase inicial, por exemplo), resultando em germe mais resistente, atraso no reconhecimento, maior chance de sequelas.

16 de setembro de 2016

Brrr! Que Magreza!


Eu não recomendaria pra ninguém, mas que é interessante, é (e talvez possa explicar mais sobre diferenças individuais de peso no futuro do que imaginamos hoje):
Quando estamos "pelados" no frio e nos metemos em baixa de uma grossa coberta, muitas vezes não leva mais de 2 minutos para nos sentirmos confortáveis. O calor vem da coberta? Claro que não! Ela serve apenas para isolar o calor produzido pela queima de calorias do nosso próprio corpo!
Pensando nisso, pesquisadores têm realizado estudos comprovando a perda de peso apenas... passando frio.
Num deles, a queima calórica da turma exposta ao frio se equiparou a um período razoável de corrida.
O motivo explicado seria a transformação no organismo de parte da chamada "gordura branca" (depósito de energia, muito devagar na "queima" calórica) em um maior percentual de "gordura marrom" (presente nos recém-nascidos e lactentes, muito mais ativa metabolicamente para conversão dos estoques energéticos em calor, ou seja, cria-se uma gordura mais "volúvel" energeticamente).
O exercício faz isso. Mas o frio também faz. 

Possivelmente no passado, além de todas as diferenças de dieta e de atividade física forçada (busca de alimentos, migração, luta por sobrevivência, etc.) também as defesas "civilizatórias" contra o frio sendo muito escassas, contribuíam para um físico muito mais "enxuto".

13 de setembro de 2016

Só Sei Que Não Sei Não


Pelo olhar dos pais (e, principalmente, das mães) a gente normalmente consegue perceber se vão realizar alguma mudança na vida dos seus filhos.
A questão da retirada da chupeta, por exemplo. Explicam-se os motivos por A + B da necessidade da intervenção (mesmo nos casos em que a criança já é quase um "caso perdido" de estragos na dentição, de respiração bucal, de deformidade facial, etc - sim, a chupeta pode causar tudo isso!), e aí, olha-se para a mãe, e ela faz aquela cara de: "mas já, tadinha(o), acho que não vou ter coragem, não!...", saca?
Não podemos fazer mais do que sermos chatos, de esclarecer razões, de querer ajudar. A partir daí é com os responsáveis pela criança. 
Isso vale para tudo: alimentação, hábitos, aceitação da medicação proposta, etc.
Por isso, ficamos atentos aos olhinhos que dizem muito, tanto dos pais quanto da comunicação visual entre pais e filhotes. Pra sabermos se não estamos ali meio que "perdendo tempo".