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9 de dezembro de 2014

Tilt


ser humano é, interessante, uma máquina de vida útil muito, mas muito curta.
Boa parte desse tempo, essa máquina utiliza apenas para "esquentar": para analisar dados, para experimentar, para expandir seus relativamente pequenos horizontes.
Funcione bem ou funcione mal (ou mal funcione), logo já apresentará sinais de desgaste: boa parte dos seus dados já estarão perdidos (ou com difícil acesso, ou incorretos), sua manutenção estará mais cara do que os reais benefícios que poderá gerar, estará "travando" para realizar tarefas que as máquinas novas realizarão com mais facilidade.
O meio tempo é que dirá se foi eficiente, se foi uma máquina que cumpriu o que prometia (ou até mesmo se surpreendeu, pelo pouco que prometia) e se a sua manutenção posterior justifica um passado de alguma utilidade (compreendendo inclusive a tarefa útil e inglória de ter sido "apenas parte de uma grande engrenagem").
Tenta-se a todo custo extender sua vida útil, com o triste resultado do prolongamento do período de aquecimento e mais ainda do período de manutenção, com pouco ganho de produtividade global, sem se falar no grande gasto energético, na utilização do espaço, etc.
Máquinas imperfeitas, malfuncionantes, poluidoras e relativamente pouco produtivas. Mas que pertencem à nossa categoria. Por elas é que temos que brigar. São elas que devemos defender.
As outras que meio que se lixem, perfeitas ou não.
Unamo-nos.

(Escrevo isso na semana em que o físico Stephen Hawking advertiu o mundo sobre o real perigo da dominação do ser humano pelas máquinas. Ele sabe o que fala)