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12 de setembro de 2008

Critérios


Na primeira frase da música “Thank U” de Alanis Morissette (muito bonita, por sinal), ela pergunta:
“Que tal nos livrarmos desses antibióticos?”
É claro que ela, inteligente como é, não quis dar a entender que não deveríamos nunca mais usar antibióticos. O que ela condena na letra é, muito provavelmente, o seu uso abusivo (bem como o “se entupir” de comida, ou o fato de não aproveitarmos nosso tempo de vida de forma plena).
Numa eleição realizada com mais de 11.ooo votantes desde o ano passado pelo British Medical Journal, os antibióticos só perderam para as melhorias das condições sanitárias como o grande avanço na saúde desde 1840. São, inquestionavelmente, nossos aliados para uma expectativa de vida mais longa.
Então, por que a “bronca”?
Quando imagino a prescrição de antibióticos pelos médicos, uma metáfora muito utilizada para os cigarros costuma me vir à mente. Aquela de que a definição de cigarro é uma fumaça numa ponta e um idiota na outra. Pois bem, muitas vezes a mesma definição poderia servir para a caneta do médico! Porque o que faz mal não é sua utilização, mas o se utilizar para quase qualquer paciente de forma quase indiscriminada (bem como o uso de antibióticos muito potentes para infecções banais).
Além dos critérios – nem sempre consensuais ou fáceis de serem observados – há muito da arte médica na sua utilização. Além disso, sua necessidade varia de região para região, de serviço para serviço. Há, porém, que se ter em mente que crianças (de um modo geral), principalmente crianças pequenas e saudáveis (a grande maioria da população pediátrica, felizmente) precisam muito pouco de antibióticos. E que, cada vez que se utilizam deles, passam a ter uma flora bacteriana mais agressiva, mais suscetível de causar novas doenças.

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