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4 de novembro de 2011

Biodesagradável

A grelina, você já deve saber, é o hormônio produzido pelo estômago que avisa ao organismo que é hora de buscar comida, que a pança está querendo ficar vazia (mais grelina, mais fome).
Pesquisas recentes mostram que pacientes (pacientes ratos nesse caso, mas pacientes ainda assim) em que se eliminou o H. pylori (a bactéria sentada no banco dos réus na maioria dos casos de gastrite e úlceras do estômago) com o uso de antibióticos mantêm seus níveis de grelina sempre mais elevados, com ou sem comida na pança (ou seja, os ratinhos ficam quase que perpetuamente com fome). A tal bactéria teria, então, alguma função importante na regulação dos níveis de hormônio produzidos pelo estômago.
Ainda não se sabe ao certo, mas pacientes humanos que se utilizam de antibióticos com mais freqüência podem também ter seus níveis de “avisadores de fome” desregulados – talvez para sempre – o que implicaria de certa forma numa causa “infecciosa” (ou, mais propriamente “desinfecciosa”) para os níveis atuais de obesidade.
De forma simplista, podemos entender o fenômeno da seguinte forma: nossas bactérias comensais também se nutrem das nossas calorias - pois comensais. Quando as eliminamos, nutrimo-nos (ou supernutrimo-nos) nós!
De novo, o “perigo” da coisa: a comercialização (sem nenhuma prova de que funcione) das bactérias “probióticas” para explorar ainda mais os fofos e fofas.