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24 de janeiro de 2014

Um Poço


Ansiedade.
Já me dá só de pensar.
Pensar no que?
Pensar que nas recomendações oficiais das Sociedades Disso e Sociedades Daquilo (que ditam normas para a atuação médica no mundo inteiro - sobretudo as americanas) o tratamento infantil e juvenil da ansiedade já é basicamente medicamentoso.
Tá na cara. Que outras opções esperaríamos?
Tratar ansiedade de forma não medicamentosa no adulto já é complicado. 
Ansiedade faz parte da vida, exceto quando se torna um transtorno, definido pela presença dela ali, o tempo todo, atrapalhando qualquer atividade que o indivíduo possa exercer.
Um ansioso é não raro percebido do berço. E nem sempre as consequências para ele vão ser só ruins. Ansiosos são na maioria, "espertos", "ligeiros". Ruim? Não. Ansiosos se contrapõem aos "calminhos" para criar ambientes equilibrados, diversos. Além do mais, ansiosos vivem fases "calminhas" enquanto "calminhos" vivem fases ansiosas (no caso de perda de um emprego, por exemplo).
Remédio para todos eles?
O mundo corporativo, fonte da qual médicos bebem, diz que sim, adultos e crianças incluídos.


Há opções, nenhuma delas muito rápida - ou fácil. A maturidade, por exemplo, nos faz menos ansiosos. Só não sei se estamos dispostos a esperar.