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10 de abril de 2012

Caos Audiovisual

Muitos pais não têm noção da enrascada em que seus filhos disléxicos estão metidos.
Crianças que se batem para aprender a leitura não aprenderão a escrever corretamente. Quem não interpreta o que lê, não vai pra frente no raciocínio matemático.
Crianças assim são vistas como “burrinhas” (pra dizer o mínimo) pelos colegas, professores e mesmo pelos próprios pais.
Estudos mais recentes têm mostrado que o principal “defeito” dos disléxicos está no foco de atenção.
Crianças com dislexia não “filtram” os estímulos que recebem, dificultando a concatenação das palavras, letras, sentidos e cores para que o cérebro interprete e devolva informações (e isso mesmo na fase pré-leitura).
Agora, pense no que acontece com essa turminha (± 10% das crianças) numa pré-escola bagunçada ou numa casa com televisão, e celulares, e computadores ligados.
E aí, detectado o problema, um facílimo acesso a psicopedagogos prontos a ajudarem as pobres criaturas nas escolas de todo o país...

14 de março de 2006

Viajantes "D'escolados"


Muitas crianças viajam o tempo todo: visitam novas paisagens, conhecem novos amigos (alguns até meio esquisitos), descobrem novos idiomas, odores, sensações...
Isto tudo enquanto deveriam estar prestando atenção, na sala de aula!
O transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) pode se manifestar de duas formas clássicas: como hiperatividade predominante, naquela forma bem conhecida das crianças extremamente agitadas e com pouco controle dos impulsos, e como desatenção predominante.
É nesta última forma que reside o problema do diagnóstico, pois crianças desatentas que não são agitadas podem representar um problema menor na sala de aula, a não ser para elas mesmas.
Os “diabinhos” hiperativos, não. São frequentemente encaminhados para psicopedagogos, pediatras, psicólogos para “ se emendarem”, visto que atrapalham a todos.
Ambos (hiperativos ou desatentos predominantes) e os casos mistos são classificados como portadores de TDAH (o subtipo é que varia). O tratamento também é muito parecido, notadamente em relação ao medicamento principal, o metilfenidato.
Interessante saber que mesmo crianças que não se encaixam nos critérios clássicos para TDAH – o diagnóstico é clínico, não baseado em exames – têm melhora do desempenho quando são muito desatentas e usam o metilfenidato, como mostra o artigo do AJP (American Journal of Psychiatry).