Procure por assunto (ex.: vacinas, febre, etc.) no ícone da "lupinha" no canto superior esquerdo
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta conspiração. Ordenar por data Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens classificadas por relevância para a consulta conspiração. Ordenar por data Mostrar todas as postagens

16 de outubro de 2008

Conspiração


A queixa de muitos pacientes obesos é:
-Mas eu “me mato” de tanto malhar, e continuo obeso!
Em muitos casos pode ser mesmo uma verdade.
Vamos tentar esclarecer um pouco do busílis do gasto calórico do obeso:
O gasto de energia (calorias) de qualquer pessoa que se exercite (em qualquer idade) é dado pela somatória do gasto do exercício formal (como andar, por exemplo), que corresponde a cerca de 1/3 (é isso mesmo, apenas um terço!) das calorias gastas em atividade no dia mais 2/3 de outras atividades que mal são percebidas pelo indivíduo (como estar de pé ou sentado – o que gera gasto energético pela simples manutenção da postura – ou atividades rotineiras de casa ou do trabalho).
A “maldade” com o obeso é que nesta parte dos 2/3 restantes (exercício “não-percebido”, digamos) o componente genético é que é quase o único responsável pela diferença.
Não adiantaria muito o sujeito obeso tentar ser mais “agitado” nas atividades rotineiras. Só serviria para criar mais ansiedade (em pessoas que já têm tendência a se defrontar com situações criadoras de ansiedade). Além do mais, é o gasto metabólico (“programado” pelo organismo desde o nascimento) com estas pequenas atividades que faz a diferença, não as atividades em si.
Qual é a “saída”?
Claro: mais exercício formal (andar, bicicleta, natação, etc.). Embora se saiba que em muitos obesos haja certa aversão natural - ou menor aptidão - aos exercícios. São poucos os que conseguem ter ânimo suficiente para – entendendo e aceitando esta chamada “conspiração metabólica genética” – aumentar a carga dos exercícios (sem “descontar na comida” e dentro dos limites da saúde) para compensar estas diferenças.
Complicado, não?

21 de março de 2017

A Peixe e Ovo


O "escândalo da carne" brasileira é só mais um exemplo dos tempos em que vivemos.
Fatos mais ou menos banais (como o "passar por cima" de inspeções obrigatórias ou a adulteração aqui e ali de um produto industrial na vivaldice do lucro mais fácil) se transformam na conversa obrigatória dos jornais (conspiração para esquecermos da reforma da Previdência? mais um ponto do anti-Lulismo midiático?), geram repercussões muito maiores do que seria necessário, influenciam mercados, alastram o medo no consumidor.
Assim é com doenças. Elas existem. Elas muitas vezes matam. E não poucas vezes renderiam (ou rendem) "escândalos", seja por uma incidência inaceitável, pela negligência governamental, ou até pelo desvio grosseiro de recursos que de outro modo serviriam para tratá-las. 
Mas não são a "bola da vez". Hoje (e talvez ainda amanhã) é dia de falar das carnes. É o que está rendendo para alguns. Espaço nas mídias. Dividendos políticos. Brincadeiras no Whatsapp
E a gente passa a achar que está tudo errado. Que se deve fechar as churrascarias. Que daqui pra frente é só peixe e ovo.
Mas... espera! Parece que ali na esquina alguém achou metade de uma barata dentro de um chocolate.
Imprensa! Autoridades! Polícia! Políticos! Socorro! Estamos todos perdidos! Novamente...

20 de abril de 2018

Goela Abaixo


Baseado no que dissemos (escrevemos) na postagem anterior ("Alta Taxa Evolutiva"), um dos grandes equívocos que se comete o tempo todo em relação à saúde das crianças é o desconhecimento da relação estresse e ganho de peso.
Crianças que nascem nas condições descritas (ambiente intra-uterino "estressado") têm todo o chamado eixo hormonal (desde o cérebro até os órgãos recebedores dos estímulos hormonais) excessivamente ativado. Estas circunstâncias são geradoras de uma "conspiração" para que este organismo ganhe peso de forma excessiva (excesso de cortisol, excesso de insulina, glicemias mais elevadas, facilitação de depósitos gordurosos durante algumas fases da vida em detrimento da formação de massa magra, etc.).
Se essa criança porventura nasce com "baixo peso" (ou mesmo com risco de baixo peso) os cuidados devem ser não para que ganhe (ou "recupere") peso de forma rápida (muitas vezes com instituição de regimes baseados em fórmulas hipercalóricas), mas sim para que se "proteja" esse pouco ganho, porque em algum momento é provável que o organismo "cobre a conta em dobro", gerando uma obesidade - de difícil correção - e suas consequências.
Se temos dificuldades em fazer com que médicos compreendam isso, imagine com leigos, ansiosos para ver seus "pimpolhos" decolarem no ganho de peso...