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19 de abril de 2019

Vítimas



"As vacinas estão sendo vítimas de seu próprio sucesso".
Só ouvi a frase, de um cientista (se não me engano) em uma propaganda de um programa do canal Globonews.
A frase é ótima. Quer dizer (provavelmente) que, justamente por ter feito tanto bem à humanidade, sumindo do mapa com muita doença muito grave, fez com que, passado algum tempo, gerasse alguns (muitos) imbecis que - justamente pela ignorância do desespero dos tempos passados - se arvoram a pregar a não vacinação, com os argumentos mais variados e tolos.
Fiquei pensando na ótima frase. E achei que nela cabem algumas observações.
A vacina também está sendo vítima da sua (aparente) ineficácia (ou má publicidade).
Como no caso da "vacina da gripe", que tem um nome absolutamente impróprio, pois junto com ele vem a ideia de que "vacinou, não gripou", a mensagem que a imprensa leiga teima em repisar, fazendo com que muitos percebam que se está mentindo, pois "continuam pegando gripe" (imagino que se imagine que uma vacina "anti-HN" seria algo sem ibope e difícil de explicar, por isso nem no meio do caminho se optou por ficar).
Além disso, a vacina está sendo vítima da sua falta de comprovação, como é o caso da vacina anti-HPV (curiosamente, também esta de nome "difícil", mas muito bem publicizada...). Mesmo os leigos ainda não viram (virão?) o desaparecimento prometido dos casos de câncer de colo uterino (até porque a o exame de Papanicolau periódico ainda está sendo recomendado, mesmo para os vacinados), talvez por isso ainda fraca na popularidade.
Então, acho que a frase mais correta seria:

Cada vacina está sendo vítima dos seus próprios erros (mesmo que na maioria inexistentes).