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17 de agosto de 2018

Prazeres à Mesa


Acho que ninguém aqui nesse recinto virtual vai negar que um dos maiores prazeres da vida é comer (e, claro, mais do que prazer, uma necessidade que, dependendo das circunstâncias, vira emergência)!
A grande, a mega dificuldade que se tem no controlar o avanço da obesidade na faixa etária infantil não tem a ver com o desconhecimento de que "bobagens fazem mal" (alguém, de novo, aqui nesse recinto, acha que "bobagem faz bem"?).
Mesmo pais mais simplórios sabem disso. Muitas vezes tentam negar, mas sabem!
Voltando à questão do prazer: se é disso que na maioria das vezes se trata, de um enorme prazer (ou do "afogo" dos desprazeres!), então nós - e bebês, e pequenas crianças, e adolescentes, e todo mundo - comemos (e comemos demais) basicamente por isso: porque gordurinhas são as pegadas do nosso prazer passado!
E de que maneira se poderia combater esse "fenômeno prazeroso"? (veja que falo "poderia" pela dificuldade de se pôr em prática)
Com outros prazeres (óbvios ou menos óbvios), é uma das respostas. Do óbvio todos sabem: trocar um momento de comer (sem tanta fome, claro!) por brincar no parque dá certo pra quase todo mundo (mas cadê parque para crianças carentes? cadê parque para pais super-atarefados?...). E o menos óbvio? Por exemplo, conseguir realizar uma "façanha" - ter feito um belo desenho que agradou a todos, ter vencido uma corrida com amigos, etc. São os prazeres da auto-realização, também negados à muita pequena gente obesa.

Uma segunda maneira de se vencer esse "impulso prazeiroso" é de mais longo prazo (e de mais difícil construção). A autoestima, o se sentir amado, o ser valorizado pelo que se é. E etc. De novo, tudo muito carente no pessoal carente de tudo. Daí a enorme dificuldade de que falava acima. Um pacote de "Chips" afoga momentaneamente essas necessidades. No curto espaço de tempo. Até o próximo pacote.