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27 de julho de 2018

Dr. Arnaldo Antunes


São tantas as vezes que - erroneamente quase sempre - os pais falam do diagnóstico de "infecção de garganta" (o diagnóstico mais dado "em vão" na Pediatria - tanto que um dia Moisés deveria subir de novo o Sinai só para acrescentar um mandamento: "Não diagnosticai infecção de garganta em vão!", e talvez o seu complemento: "Não dai antibióticos em vão!") que penso que um dia surtarei e sairei cantando (emprestando a melodia do clássico titânico):

"Criança não é só garganta
Criança é garganta e infelicidade
Criança não é só garganta
É infecção nos rins 
Com alguma probabilidade

Criança não é só garganta
É ferida no joelho 
É em outras partes

Criança não é só garganta
É apendicite 
É falta de amor
Criança não é só garganta 
É um corpo inteiro
Pro examinador

E aí, visto que é um surto, vem:

"Tu, tu, tu, tu, tutu, tu, tu, tu, tu..."

Garganta? É nada!
Não vá ter um "gasto"!
Antibiótico pra que?
Esse diagnóstico é pra que?

Até ser sacudido por alguém, "Doutor! Doutor! Você está bem? Já pode descer do palco agora!..."