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4 de março de 2016

Odorado


É muito comum que os pais façam seus "diagnósticos" pelo faro.
Por exemplo, o "cheirinho" da garganta da criança pequena. Não significa quase nada, exceto pelo fato da respiração bucal (num mero nariz trancado) impedir a renovação adequada da saliva. Inflamações banais (por alergia, por inflamação viral) também causam o odor mais acentuado. Ou seja, "cheirinho" pode, sim, indicar alguma coisa (ou mesmo uma "disfunção"), mas raras vezes vai contribuir para algum diagnóstico importante.
Outro exemplo: xixi. É bem verdade que se pode fazer alguns diagnósticos pelo aspecto - ou mesmo pelo odor característico - da urina. Mas são fatos raros, e o simples exame básico da urina ao microscópio revelará muito mais que a visão "a olho nu".
Cocô: é uma grandeza o que as mães se preocupam com o cheiro do cocô. O cheiro das fezes tem muito a ver com o que se come (e como se come, ou onde se come e, principalmente a combinação do que se come, o que abre possibilidades infinitas de aspecto das fezes). A lembrança que a gente faz às mamães (caso elas tenham esquecido) é: "cocô fede"!
Como se vê, poucas pistas para doenças baseadas nos cheiros. Ainda mais em tempos de medicina "tecnológica".